Um faxineiro que trabalhava na redação de um jornal, ao conferir o resultado das urnas com a lista dos candidatos eleitos dizia, esse acertei, esse errei. Ou seja, ele é o tipo de eleitor que tem como critério votar em quem vai ganhar. Não se importa com as qualidades que o futuro agente público deve ter.Para quem escolhe dessa forma o candidato, as pesquisas de intenção de voto tornam – se um bom expediente. Basta olhar os que estão na frente e ponto final.
Ironicamente, nesse segundo turno em Juiz de Fora, tem candidato que foi beneficiado pelo resultado da pesquisa e agora começa a sentir na pele o outro lado. Os números mudam a cada dia e fica claro que a disputa será acirrada em nossa cidade. Para quem já se sentia vitorioso o clima está bastante tenso.
Estes fatos mostram claramente a quantidade de eleitores sem critérios e ao mesmo tempo a falta de educação política.
Cuidar bem da cidade é antes de qualquer coisa colocar o bem comum acima dos interesses particulares. É preciso ter paciência para suportar a ignorância e trabalhar com perseverança para que essas pessoas aprendam que o voto não pode ser influenciado por uma pesquisa que pode sofrer uma enorme modificação de um turno para outro. Aprender votar é antes de qualquer coisa aprender o que é ser cidadão.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Compra de votos, realidade ou ficção?
A pergunta que não quer calar nestas eleições esta relacionada a compra e venda de votos, prática criminosa, combatida de modo pedagógico pelas organizações religiosas e outras instituições. E a grande maioria dos questionados responderam que não conheciam casos e que seu grupo não usava de tal expediente. É verdade que eles, em princípio, condenam o método e estão certíssimos. Mas dizer que em algum município não aconteceu trocas do voto por benefícios é uma declaração no mínimo mentirosa.
Exemplo disso é o uso do Programa Bolsa Família do governo federal repassado com a participação dos municípios aos mais carentes. Existem casos comprovados apresentados pela mídia, onde candidatos prometem inclusão ou ameaçam com exclusão no benefício eleitores que lhe dêem ou lhe neguem o voto. É verdade também que os casos mais explícitos se dão em regiões mais afastadas e necessitadas. Mas Juiz de Fora não foge a regra, aqui a compra de voto no dia das eleições aconteceu em vários segmentos da sociedade, principalmente nos bairros mais humildes.
Se cada eleição deve significar avanço na educação política de candidatos e eleitores, fazer de conta que a compra e venda de votos não existe, é trair a democracia. Em um país em que os serviços públicos estão aquém das necessidades dos cidadãos, acabar com aqueles que fazem as vezes do governo é urgente. Não podemos admitir candidatos com o passado marcado por atos que ferem a lei abrindo brecha para que o negócio do voto continue.
Exemplo disso é o uso do Programa Bolsa Família do governo federal repassado com a participação dos municípios aos mais carentes. Existem casos comprovados apresentados pela mídia, onde candidatos prometem inclusão ou ameaçam com exclusão no benefício eleitores que lhe dêem ou lhe neguem o voto. É verdade também que os casos mais explícitos se dão em regiões mais afastadas e necessitadas. Mas Juiz de Fora não foge a regra, aqui a compra de voto no dia das eleições aconteceu em vários segmentos da sociedade, principalmente nos bairros mais humildes.
Se cada eleição deve significar avanço na educação política de candidatos e eleitores, fazer de conta que a compra e venda de votos não existe, é trair a democracia. Em um país em que os serviços públicos estão aquém das necessidades dos cidadãos, acabar com aqueles que fazem as vezes do governo é urgente. Não podemos admitir candidatos com o passado marcado por atos que ferem a lei abrindo brecha para que o negócio do voto continue.
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